29 de outubro de 2009 às 3:03 pm Por Jander Ramon
Insuficiência de capacidade para atendimento da demanda e ineficiência na gestão do sistema são apontados pelos stakeholders como os principais desafios a serem enfrentados pela área de saúde. Essa percepção parece estar em linha com os debates tratados no Brasil sobre esse tema. A pesquisa constata que simplesmente injetar mais dinheiro nos sistemas atuais de saúde não é suficiente. Mais importante, seria, na visão dos entrevistados, colocar em ordem e em bom funcionamento as infraestruturas já existentes nas cidades, em especial na rede pública de saúde.
Uma discussão similar ocorreu no final de 2007, quando a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o chamado “Imposto da Saúde”, não foi prorrogada pelo Senado Federal. Na oportunidade, os parlamentares alegaram que a deficiência brasileira nesse setor não estava vinculada às verbas, pois Saúde recebe a maior fatia do Orçamento da União, mas pela gestão ineficiente do setor público nessa área.
A pesquisa indica que, para 32% dos entrevistados, os problemas mais graves no setor de saúde estão ligados à ausência de capacidade no sistema, seguido por processos ineficientes, com 29% das respostas. O peso da ineficiência é notado mais significativamente entre os stakeholders das cidades emergentes. Nesse estrato da pesquisa, medidas para ajustar a qualidade do setor devem resultar do melhor gerenciamento e integração dos sistemas e, só depois, pela contração de mais funcionários.
Já os entrevistados das cidades em transição entendem ser mais urgente priorizar novas infraestruturas, antes de elevar a eficiência. A estratégia preferida, nesse caso, envolve a promoção de mais investimentos. Nos países desenvolvidos, o foco está em obter ganhos de eficiência, acima da expansão dos sistemas, na proporção de 61% e 39% das respostas, respectivamente.
Foco na prevenção
A pesquisa capta a tendência apresentada pelos stakeholders em controlar custos e aumentar a eficiência caminhando na direção da medicina preventiva mais do que no atendimento médico crítico (proporção de 67% ante 33%) e na constituição de infraestruturas integradas comuns à saúde, em detrimento de instituições individuais e independentes (63% ante 37%).

Categorias: Saúde, Urbanização
Tags: governança, Megacidades, saúde pública
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Só poderia vir de uma empresa gigante, com pessoas bem remuneradas a idéia de que pedagiar as cidades é uma forma de reduzir ou resolver algum problema relacionado ao trânsito… acho essa idéia errada, por que quem não tem dinheiro fica mais distante de ter o direito de usar um carro e prevalece a quem tem dinheiro o direito de ter dois ou três carros para furar o rodízio e continuar a deixar a cidade com trânsito… não adianta nada privar as pessoas de usar o carro por que isso é absorvido por quem tem grana e acaba dando na mesma… assim como é o rodízio, as pessoas acabam dando um jeito. Quem não tem grana para o pedágio não gasta dinheiro com horas de trânsito diariamente, esses sim usam o transporte publico seja ele eficiente ou não, quem pode gastar combustível para ficar 2 horas no trânsito não se importará com o pedágio… é besteira… agora o dia que o cidadão comum precisar tirar seu carro da garagem além de pagar todos os impostos como qualquer outro, por que o imposto não vê classe, ainda pagará para transitar na rua…
Acho que os motoristas de carros, e principalmente aqueles de maior poder aquisitivo deviam respeitar mais as leis de trânsito e comprar carros menores… e promoverem o uso de motocicletas… e acreditem, os acidentes não é por que o motociclista cai de maduro, como frutas, vejam quantas pessoas utilizam o celular no trânsito ou dirigem distraidas…
Se poder TODOS se reunir para todos ser ajudados
Oi, Jovi. Obrigado por sua contribuição ao debate. A ideia de pedagiar cidades não é uma posição defendida pelo blog ou por seu patrocinador. Informo que a adoção de pedágios em vias urbanas foi uma iniciativa que gerou bons resultados em Londres, conforme relata a pesquisa, e essa é uma possibilidade considerada pelos entrevistados. Nosso papel é fomentar esse debate provendo conhecimento de práticas adotadas nas megacidades. Só assim é possível considerar as mais diversas possibilidades de enfrentamento dos problemas das megacidades e, democraticamente, buscar-se a construção dessas soluções. Continue conosco. Abraços.