Conclusões do rico debate “Desafios das Megacidades”

30 de novembro de 2009 às 6:30 pm Por Jander Ramon

Com crescimento constante, densas, vastas e complexas, as megacidades se transformam em um imenso e permanente desafio a prefeitos, urbanistas e provedores de serviços básicos e de infraestrutura. O estudo produzido pela GlobeScan e MRC McLean Hazel, patrocinado pela Siemens, oferece importantes conclusões e lança algumas inquietações a provocar os stakeholders para que reflitam e aprofundem estratégias capazes de prover crescimento sustentável a essas metrópoles.

Evidentemente que, a depender de seu estágio de desenvolvimento e de suas particularidades, cada cidade demanda um tipo de necessidade específica. Mas é inegável que vários dos temas tratados na pesquisa e, em particular, nos debates desse blog, poderão moldar as tendências futuras de desenvolvimento das megacidades.

Como fio condutor, pode-se concluir que há uma clara preocupação em torno do provimento e manutenção da competitividade econômica das megacidades. Por razões óbvias: só criando riqueza e atraindo investimentos essas metrópoles têm capacidade para gerar os empregos necessários para suas populações crescentes. A pesquisa revela, entretanto, preocupação direta com infraestrutura de transportes, enquanto outros itens, como educação, saúde, energia e saneamento básico, ainda estão renegados a um segundo plano.

Nota-se também uma preocupação com o meio ambiente. Mas, entre economia e ecologia, a escolha dos stakeholders recai sobre a competividade econômica, ainda que isso represente perdas ambientais. A oferta de soluções ecológicas para a geração de desenvolvimento é tema a ser aprofundado e que merece maior reflexão de todos aqueles que vivem nas megacidades.

A pesquisa apresentou também temas polêmicos – também refletidos nos debates do blog – como a gestão de demanda em alguns serviços de infraestrutura por meio de cobranças tarifárias.

Se combinados todos os temas e debates envolvidos nesse trabalho, é possível notar que as soluções passam por ajustes nas estruturas de governança dos municípios. Um descoberta surpreendente, relata o documento, é que a principal vantagem percebida na parceria entre poder público e iniciativa privada está relacionada, na visão dos entrevistados, nos ganhos de eficiência a serem obtidos pela máquina pública, mais do que o acesso a recursos financeiros. O lado bom, relatado pelo estudo, é que os gestores começam a deixar a administração passiva para uma ação ativa no incremento das infraestruturas.

Agradecimento

Com este post, chegamos ao fim dos trabalhos propostos por este blog. Durante quase quatro meses, promovemos a troca de conhecimento por meio de importantes canais de diálogo, os quais contaram com a participação de um público extremamente qualificado, o que engrandeceu enormemente o debate. Em 2010 planejamos retomar este diálogo, apresentando novos temas e estudos de interesse da sociedade. Nosso muito obrigado a quem nos acompanhou nesse processo e até breve.

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Categorias: Urbanização
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