5 de novembro de 2009 às 10:31 am Por Jander Ramon
O provimento de serviços de saúde é uma função de governo e a pesquisa reflete essa atribuição, já que, dos entrevistados, 58% esperam ênfase de investimentos no setor público, enquanto 42% apontam para maior aporte à rede privada. Há também expectativa de maior oferta de serviços médicos gratuitos para os usuários, em contraposição ao atendimento em que o usuário paga pelo tratamento (59% ante 41%).
A opção pelo fornecimento do serviço público de saúde gratuito é mais relevante entre os stakeholders das cidades em transição, ênfase apontada para investimentos futuros por 70% dos entrevistados, seguido por aportes financeiros para a propriedade pública (63%) e para o funcionamento do sistema (63%), alternativas assinaladas em questões que permitem mais de uma resposta.
Nas cidades emergentes, a maior atenção deve recair, de acordo com os entrevistados, sobre o funcionamento e a propriedade pública, com 59% e 56% das citações, respectivamente. A pesquisa alerta, entretanto, que essa informação precisa ser considerada no contexto dos baixos investimentos públicos nesses países. Na Índia, por exemplo, apenas 19% dos gastos com saúde são realizados com verbas públicas, de acordo com o Banco Mundial.
O setor público domina o atendimento à saúde nos países em desenvolvimento, com o Estado respondendo por 70% dos gastos nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Isso pode ser considerado, entretanto, um indicativo importante de potencial de abertura para o setor privado nesse mercado, no futuro.
Nos países desenvolvidos, a pesquisa identifica maior propensão à cobrança dos usuários pelo atendimento. A maioria dos stakeholders estima que, nos próximos anos, devem se sobressair os serviços com pagamentos de honorários simbólicos, além de a propriedade e o funcionamento serem divididos em proporções praticamente iguais entre os setores públicos e privados.
Aliado tecnológico
A Tecnologia da Informação (TI) é considerada um aliado importante da área da saúde, tanto para tratamento dos pacientes como na administração hospitalar. O estudo cita como exemplo a adoção, em São Paulo, de smartcards médicos, do tamanho de uma carteira de dinheiro, que ficam em posse dos pacientes, contendo todas as informações dos prontuários deles. Em Copenhaguen, espera-se que o novo sistema que conecta os hospitais em rede gere economia de aproximadamente US$ 46 milhões por ano.

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